Política
TAP: "Governos de Costa acumularam erros graves", acusa ministro da Presidência
António Leitão Amaro acusa António Costa: "o Governo socialista teve um comportamento globalmente muito negativo sobre a TAP".
Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas
Nesta entrevista Leitão Amaro responde a Pedro Nuno Santos, o antigo ministro das Infraestruturas que veio dizer que a venda de parte da companhia aérea “só existiu porque houve alguém que salvou a TAP”.
"Ouvimos Pedro Nuno Santos, José Luís Carneiro, Ana Catarina Mendes a dizer «se eu tivesse podido eu teria feito e seria tudo qualquer coisa» e acumularam erros graves nas várias políticas", acusa.
PS devia reconhecer "erro brutal" nas leis da habitação
Leitão Amaro recusa responsabilidade do Governo na situação atual na compra e arrendamento de casas.O ministro culpa aquilo a que chama de "leis do arrendamento da geringonça e do PS".
"Aquilo que leva a esta situação são as leis em vigor. A situação que hoje preocupa os portugueses resulta das leis do arrendamento da geringonça e do Partido Socialista", leis que, diz Leitão Amaro, "castigavam o arrendamento".
"O PS devia ser o primeiro a reconhecer o erro brutal das suas políticas, que levaram a que quase não houvesse construção e que houvesse tanta casa desocupada, mas fora do mercado", defende.
E conclui que o PS "devia corrigir isso. Esperamos que seja capaz de o fazer até ao final". O ministro da Presidência acredita que o que se passa em França, não é o que os portugueses querem aqui, em Portugal.
Em entrevista ao Política com Assinatura, Leitão Amaro diz mesmo que "a generalidade do país não quer isso".
"Se puderem existir alguns que quisessem repetir aqui essas manifestações, esses tumultos, essa destruição, creio que a generalidade do país não quer isso", defende.
Nesta entrevista o ministro defende a atuação da polícia no Porto e garante que não houve intervenção política na decisão da carga policial. "Não há gestão política de operações policiais", garante.
Lei da imigração socialista? "Um desastre, política profundamente errada"
Ao Política com Assinatura, Leitão Amaro comenta as declarações de Ana Catarina Mendes, a antiga ministra dos Assuntos Parlamentares, que afirmou que "a chegada de Luís Montenegro ao Governo e, em particular, a ação do ministro Leitão Amaro, permitiu aumentar um sentimento negativo sobre a imigração que nunca houve em Portugal".
Para o ministro da Presidência esta afirmação "é de quem está totalmente deslocada da realidade que deixou".
"Estamos a falar da governante que deixou centenas de milhares de imigrantes desesperados sem cartão. Chamou-os e tratou-os mal", relembra.
Leitão Amaro não duvida das boas intenções de Ana Catarina Mendes, mas "teve um resultado que foi um desastre" e diz mesmo que a política relativa à imigração de António Costa, José Luís Carneiro e Ana Catarina Mendes "foi uma política profundamente errada".
Caso Passos Coelho é " dramatização totalmente injustificada"
A editora de Política da Antena 1 questiona Leitão Amaro se "o PSD de hoje perdoa as críticas que Pedro Passos Coelho tem feito ao Governo?". O ministro sorri e considera que "a forma como a pergunta está colocada quer introduzir uma dramatização que é totalmente injustificada".
Leitão Amaro desvaloriza as críticas do antigo primeiro-ministro ao atual Governo e vai dizendo que a expressão da opinião "faz parte do pluralismo de uma democracia" e garante que no Governo "ouvimos todos. Tenham tido responsabilidades políticas no passado, ou não tenham tido responsabilidades políticas no passado". "Não tenho seguramente por hábito estar a fazer avaliações internas externamente nem contribuir para criar ruído". É desta forma que Leitão Amaro responde ao colega de Governo, Miguel Pinto Luz, o ministro das Infraestruturas e Habitação que assumiu que o Governo tem de melhorar a comunicação junto da opinião pública.
Questionado sobre se "há uma dificuldade de perceção dos portugueses em relação ao que o Governo está a fazer", Leitão Amaro refere que "no caso da habitação é um caso evidente onde dizemos que «já foi feito isto, isto e aquilo» e nem todas as pessoas estão igualmente informadas ou convencidas dos resultados ou não está disponível para aceitar tanto o tempo que as coisas demoram a acontecer". "A LUSA está a ficar mais forte", garante o ministro da Presidência referindo-se ao investimento que o Governo fez na agência de notícias.
Leitão Amaro destaca aquilo a que chama de "o maior investimento de aumento de capital deste século na LUSA" relembrando os cinco milhões de euros que injetou na agência para modernização e transformação.
Sobre os descontos de 90% na cobrança dos serviços da Lusa, o ministro que tutela a comunicação social defende que "é uma maneira muito saudável de ajudar todo o setor sem criar dependências". E questiona a editora de Política da Antena 1, Natália Carvalho: "à custa da LUSA?". "Não, não é à custa da LUSA", responde o ministro. Já a RTP tem pela frente "um caminho muito mais exigente na perspetiva da sua transformação interna". "E mais doloroso?", pergunta a jornalista. "Isso vamos ver, vai depender de todos", responde o ministro.
Leitão Amaro recusa o aumento da Contribuição Audiovisual (CAV), "por mim não aumenta", afirma por entender que deve ser a RTP, através de "ajustamento da despesa e procura de outras receitas", a financiar o processo de transformação que o Governo estabeleceu para a empresa. A entrevista ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro é conduzida pela editora de política da Antena 1 Natália Carvalho.